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HOMILIA DA SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS 

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Corpo de Deus: estas duas palavras que tanto dizem à devoção do povo cristão falam-nos admiravelmente do sentido desta solenidade. Não é preciso dar muitas sábias explicações. O sacramento é o “Corpo”, a humanidade de Cristo, a “carne” do Verbo, que nos é dado como alimento. Pouco sentido terá fazer majestosas procissões eucarísticas, se não participamos na mesa eucarística “comendo” o Corpo de Cristo. Que serve tirar o Senhor do sacrário, colocá-Lo na custódia, expor à adoração dos fiéis e, depois, voltar a guardá-Lo no sacrário, sem que os fiéis não O tenham “incorporado”, ou seja, fazendo-O carne da sua carne e vida da sua vida? O Cristo da custódia não é como o Deus escondido e misericordioso do Sinai, que aparece e desaparece por entre as nuvens de incenso. Ele é o Filho do homem, o Servo sacrificado que, com a sua humilde humanidade, percorre as nossas ruas e aproxima-se de cada um de nós, dizendo-nos: “Come-me, quero ser a tua vida!”.

O pão material representa tudo aquilo que nós precisamos para satisfazer as nossas necessidades vitais. A palavra bíblica reconhece e valoriza a existência deste pão humano: “Bem sabe o vosso Pai que tendes necessidade dele” (Mt 6,8). Mas ao mesmo tempo relativiza-o, ou seja, coloca-o no seu lugar. Certamente é o fruto do trabalho do homem, mas não é o alimento mais importante: “o homem não vive só de pão…” (primeira leitura). Deus quer alimentar-nos com um pão superior, desconhecido, espiritual. Para isso, temos de estar famintos, passar fome para o desejar, como os israelitas no caminho do êxodo. Este pão, de que o maná é figura, vem do céu. Ou seja, é um dom gratuito de Deus e não é fruto do trabalho humano. Um pão que alimenta corpo e alma e que tem de ser recebido com fé e gratidão. Quando a fé do povo se esmorece, o maná torna-se insosso. O povo revolta-se, queixa-se, volta à religião interesseira, a tentar o seu Deus.

O pão eucarístico, do qual o maná é figura, é o verdadeiro alimento: “Quem comer deste pão viverá eternamente” (evangelho). Para o recebermos, temos de ultrapassar a ideia do pão material. Este é impessoal e somente satisfaz as nossas necessidades físicas. Porém, o pão vivo que nos oferece Jesus é… a sua pessoa! Não nos dá “coisas”, “produtos”… dá-se a si mesmo! Neste caso, a nutrição realiza-se através da comunhão com Cristo: uma união pessoal, Ele em nós, nós Nele. Quando o comemos, pouco a pouco configuramo-nos a Ele, até poder dizer como S. Paulo: “Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20).

Esta comunhão vital com Cristo não tem um caracter individual, como pretendia uma piedade eucarística intimista (tantas vezes longe do pensamento bíblico). Na segunda leitura, S. Paulo é muito claro: a nossa união a Cristo na Eucaristia é, ao mesmo tempo individual e coletiva: “Embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do único pão”. As procissões do Corpo de Deus destacam este caracter comunitário. Um povo alimentado pela força espiritual do pão eucarístico une-se em festa para caminhar com o seu Mestre e Senhor. Com cânticos e flores, reconhece a grandeza do dom recebido. Com as suas orações manifesta o desejo de se unir ainda mais com Cristo em todos os momentos da vida. A celebração do Corpo de Deus expressa, com a sua rica simbologia, o milagre de todos os dias: somos muitos, mas formamos um só corpo, alimentados pelo único pão, o pão vivo descido do Céu.