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HOMILIA DO 13º DOMINGO COMUM (ANO A)

Antes de enviar os seus apóstolos em missão, Jesus dá-lhes alguns conselhos, como já tivemos a oportunidade de meditar no domingo passado. Os seus apóstolos são discípulos missionários. Todos aqueles que são batizados foram escolhidos por Deus para serem discípulos de Jesus Cristo e membros da sua Igreja. Ser discípulo pode resumir-se em três verbos: conhecer, amar e seguir Jesus (S. Efrém). E ser missionário não será somente cumprir determinadas tarefas, mas viver como enviados de Jesus Cristo. No evangelho, Jesus afirma: “Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou”. Jesus é o enviado do Pai e o discípulo é o enviado de Jesus. Ser enviado não é somente uma atividade a exercer mas uma missão que configura a identidade da pessoa. O enviado é igual àquele que o envia. Não é uma igualdade jurídica, não é o fruto de uma concessão de poderes, mas é uma igualdade profunda, de identificação com Cristo. No seu enviado, é o próprio Cristo que fala e atua. A partir desta afirmação, temos de entender as palavras do texto do evangelho deste domingo.

Se a pessoa de Jesus é o centro da vida do discípulo, se fomos incorporados Nele, como diz a segunda leitura, Jesus Cristo terá sempre a primazia na nossa vida; tudo o resto é relativo, até o que, para nós, tem mais valor, como a família. A nossa vida fica marcada por Jesus Cristo e a nossa alegria será anunciar Jesus a todos, especialmente à nossa própria família. Se não nos deixamos enviar a evangelizar a tempo inteiro e com total disponibilidade não somos dignos do Senhor e do seu chamamento! Faremos, sem dúvida, “coisas bonitas”, mas seremos uma desilusão para Jesus e para a Igreja, ou seja, para aqueles que esperam algo de Deus ou dos seus representantes mais próximos. Outra condição que Jesus propõe aos seus discípulos é “carregar a cruz”. Esta exigência tem diversas versões: as cruzes pessoais da vida; as cruzes da missão apostólica; partilhar as cruzes das pessoas que estão à nossa volta…Então, em que ficamos? Uma vez mais, em “ser dignos de Jesus”, em estar à altura do seu exemplo, por palavras e por obras. Quem olha para o Crucificado deixa de ter dúvidas: seguir Jesus até ao fim, dando a vida. Finalmente, o discípulo enviado em missão não será prisioneiro de si mesmo, fechado no seu egoísmo, escravo da sua realização pessoal. Porquê? Porque a sua vida e a sua felicidade estão nas mãos de Deus, porque Jesus convida-nos a esquecer-nos de nós próprios para “nos encontrarmos” nos outros, especialmente nos mais pobres e abandonados.

Na primeira leitura, a mulher de Sunam acolheu o profeta Eliseu como “um santo homem de Deus”. Ofereceu-lhe a sua casa e o profeta recompensou-a com a promessa divina de um filho: “No próximo ano, por esta época, terás um filho nos braços”. Os discípulos missionários enviados pelo Senhor na sua Igreja não podem oferecer “nem ouro nem prata” nem soluções para todos os problemas. Mas, como o profeta Eliseu, podem ser os intercessores diante do Senhor em favor dos outros, implorando soluções para um futuro mais risonho. Esta é a nossa certeza: tanto os discípulos como os outros (evangelizadores e evangelizados) serão sempre recompensados pelos grandes e pequenos gestos realizados, em nome de Deus, a favor dos que mais precisam.

Cónego Jorge Seixas