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HOMILIA DO 14º DOMINGO COMUM (ANO A)

As leituras deste domingo recordam-nos a narração do Batismo de Jesus no rio Jordão, onde Jesus surpreendeu João Batista, colocando-se na fila dos pecadores e entrando na água como um deles. Mas é assim que Jesus e João cumprem "toda a justiça", ou seja, o novo projeto de Deus que se irá revelando pouco a pouco. A personagem principal deste projeto é dada a conhecer pela voz vinda do céu como "o Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência", aquele que possui a plenitude do Espírito, não com formas espetaculares e autoritárias mas com a candura de uma pomba. É o Filho apresentado como Servo. Foi escolhido para uma missão realizada na humildade e na mansidão. É desta forma que Jesus é apresentado no texto do evangelho deste domingo.

O Filho de Deus, como Servo, revela-nos o Pai, dá-nos a conhecer quem é Deus para nós, como atua e o que espera das suas criaturas. Por isso, Jesus deixou a sua vida em Nazaré e percorreu os caminhos da Galileia e, mais tarde, os da Judeia sem excluir alguns territórios "pagãos" como Tiro e Sidónia ou "perigosos" como a Samaria. O seu ministério é público, sem rotas predeterminadas. Os seus destinatários são todos aqueles que se aproximam dele para o escutar e seguir, tornando-se seus discípulos. Mas nem todos o acolherão. Para os habitantes de Nazaré, será simplesmente o "filho do carpinteiro"; para os ricos, será um perigoso amigo dos pobres; para os sábios e inteligentes, será um charlatão que não sabe o que diz. Esta gente de Israel esperava um Messias de outro género, um libertador, um profeta poderoso, um novo Elias que havia de regressar com o fogo de Deus nas suas palavras e nas suas obras. Todavia, o Filho amado de Deus Pai escolheu o caminho do Servo Sofredor profetizado por Isaías, o caminho da mansidão e da humildade que confunde os poderosos deste mundo. Desde Belém até à Cruz, Jesus percorreu sempre este caminho e só neste caminho o poderemos encontrar. Jesus exulta de alegria e dá graças ao Pai, Senhor do céu e da terra, porque o seu poder exerce-se, não à maneira dos poderosos mas na fidelidade das pessoas simples e humildes. Os pobres, os que choram, os mansos, os puros de coração escutaram e acolheram a pregação de Jesus. Eles estão convencidos que em Jesus de Nazaré cumprem-se as esperanças de Israel e os desejos da humanidade.

O Servo Sofredor comunica Deus, é o seu instrumento, por excelência. No rio Jordão, é apenas designado como Filho amado, o predileto. De seguida, forma uma família de filhos e irmãos com aqueles que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática. No Jordão, recebe o Espírito Santo em forma de pomba que derramará com a sua Páscoa sobre toda a criação. Assim nos recorda S. Paulo na segunda leitura: "o Espírito de Deus habita em vós". Jesus Cristo derrama sobre nós o Espírito Santo, enviado pelo Pai, que nos ajudará a realizar a obra começada em cada um de nós no dia do nosso Batismo. Habitando o Espírito de Deus em nós, venceremos as tentações e alcançaremos a vida eterna.

A Igreja de Jesus Cristo, fiel ao Senhor, não se limita a ser serviçal, mas é serva. Qual é a diferença? Uma Igreja serviçal ficaria pela primeira parte das palavras de Jesus: "Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei". Jesus convida-nos a descarregar sobre Ele todos os nossos sofrimentos. Mas, de seguida, propõe-nos outra coisa, aparentemente oposta: "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração". A Igreja serva identifica-se com o Filho Servo e carrega o seu jugo, que é uma lei de amor e não uma lei de obrigações insuportáveis. É verdade que o Filho carrega com os pecados do mundo, mas o Pai ajuda-o nesta missão. Descarreguemos sobre Jesus os nossos fardos do pecado e carreguemos o jugo suave e leve da salvação em favor de toda a humanidade.