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Jornal - Entrevista

Rotary Clube de Mangualde homenageou

Sociedade Filarmónica Lobelhense

No dia 27 de outubro o Rotary Clube de Mangualde homenageou a Sociedade Filarmónica de Lobelhe.

Todos os anos os Rotários tem vindo a distinguir uma instituição ou um profissional. Este ano foi contemplada esta Banda com 150 anos de existência.

 

O Sr. Coronel Fernando Almeida Morais, Presidente do Rotary Clube de Mangualde, referiu-nos em que consiste esta homenagem

A homenagem, como muitas outras feitas, é uma prova de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por esta Sociedade Filarmónica, ao longo de quase 150 anos que cumpre no ano que vem, em prol de uma cultura musical que felizmente resiste às modas. É uma homenagem ao intrínseco musical que faz parte da natureza humana e que se transmite geneticamente de pais para filhos ou que desperta naqueles que nem se reconheciam na arte. Homenagem aos que guiados pela mão de mestres ou maestros, trabalham horas a fio para se superarem em busca da perfeição, interpretando as obras-primas, até serem eles próprios os autores das suas próprias obras-primas. Essa prova de reconhecimento consiste na entrega de um modesto diploma de mérito, carregado de simbolismo. O resto do programa é a festa, é o convívio, e é, sobretudo, o prazer até de os poder ouvir na execução de algumas peças.

 

N.B.- No concelho de Mangualde existem 4 bandas filarmónicas, quase todas centenárias, que mantém um grande dinamismo e atividade: Associação Filarmónica da Boa Educação de Vila Cova de Tavares, Associação Humanitária e Cultural de Abrunhosa-a-Velha,Banda Filarmónica de Tibaldinho e a Sociedade Filarmónica Lobelhense.

Qual foi o critério desta escolha?

O critério foi o da antiguidade, pura e simplesmente. Pelos dados que nos foram facultados trata-se da banda mais antiga, da que “resiste” há mais tempo. Não há na homenagem qualquer intenção descriminatória. Não se trata da apoteose de qualquer concurso ou competição. Ao homenagearmos esta Banda, homenageamos, simbolicamente, o esforço e a dedicação de todas as outras que não deixam morrer esta magnífica expressão da cultura popular. Para todos o nosso abraço.

 

 

 

O Notícias da Beira foi conhecer mais de perto esta Banda

e falou com o Sr. António Manuel Monteiro Paiva, Presidente da Direção, estando ligado há Banda desde 1996.

 

N.B.- Que significado tem para si esta homenagem?

António Paiva –Só o facto da Instituição ROTARY homenagear a Banda de Lobelhe é, já de si, de uma importância significativa para todos quantos, ao longo dos 1\50 anos de existência, deram o seu melhor pela cultura e tradição desta Terra e suas gentes. Para nós, órgãos Sociais, Banda e Escola de Música significa um grande incentivo para a continuação desta luta constante por melhorar as condições do ensino e da prática musical. Estamos no bom caminho para acolher quantos procuram, através da música, melhorar as suas condições de vida.

 

N.B.- Fale-nos um pouco desta sociedade?

A.P. – A Sociedade Filarmónica Lobelhense nasceu como “Escola de Aprendizes de Música” no já longínquo dia 25 de Maio de 1863. Uma comissão de homens e uma senhora dirigiram-se ao Cartório Notarial de Viseu onde foi lavrado o “Contrato de Aprendizes de Música”. A importância de educar os seus filhos e netos era, para eles, uma vantagem e “Uma Prenda Útil”.

Mais tarde, a 29/04/1982, foi constituída, por escritura no Cartório Notarial de Mangualde, a denominada “Sociedade Filarmónica Lobelhense”.

Nestes 150 anos muitos foram os que destacaram, não só na vida particular, mas também na parte musical. Na parte musical, salientamos o Professor e Maestro José Santos Pinto. Nasceu em Lobelhe e iniciou os estudos musicais nesta Filarmónica. Foi Professor no Conservatório Nacional desde 1954.

Auferiu uma bolsa de estudos do Instituto da Alta Cultura da Prestigiada Fundação Calouste Gulbenkian. Passou pela Orquestra Filarmónica de Lisboa (1º Oboé), Quinteto de Sopros da Emissora Nacional e na Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, foi bolseiro em Paris.

São obras da sua autoria: “Concertino para Oboé”, Canção da Serra, Quadras ao Gosto Popular” (Letra de Fernando Pessoa), a “Lusitana”, “Hino Lobelhe”, “Recordando Lobelhe”, “Homenagem a Lobelhe” marchas fúnebres como “Mater Dolorosa” e “Dor Eterna”, entre outas.

 

N.B- Quantos elementos fazem parte da Banda? Quais as suas faixas etárias?

A.P.- A Banda é constituída por 35 executantes, variando as suas idades entre os 12 e os 61 anos. Banda jovem, pois a sua maioria (85%) tem idades inferior a 25 anos.

 

N.B.- Da Sociedade Filarmónica também faz parte uma Escola de Música.

Esta a funcionar com quantos alunos e quem se pode inscrever?

A.P.- Para o número elevado de executantes que constituem a Banda de Lobelhe, muito contribuiu e contribui a sua Escola de Música. Neste momento é constituída por 25 alunos assim distribuídos: Iniciação, 12 alunos; na fase intermédia, 7 e na fase adiantada, 10. Estes últimos irão fazer parte da Banda em janeiro próximo.

Podem inscrever-se a partir dos 7 anos quem quiser, seja desta freguesia ou das proximidades.