S. Julião
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Festas da Cidade

e da Senhora do Castelo

 

Grande manifestação de fé

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        Realizou-se em Mangualde de 30 de agosto a 8 de setembro as tradicionais festas da cidade e da Senhora do Castelo.

     Todos os anos acorrem à cidade de Mangualde centenas de pessoas para participarem nas cerimónias religiosas.

        É grande a devoção das gentes das terras de Mangualde à Senhora do Castelo.

        Este ano, como já é habitual, as cerimónias religiosas foram o ponto alto dos dias 7 e 8 de setembro, sendo da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde.

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           No dia 7, realizou-se a procissão das velas pelas 20h30 com início no fundo das escadinhas da Senhora do Castelo. Uma multidão, mais de 1000 fiéis, subiram em oração, recitando o terço presidido pelo Rev. Cónego Jorge Seixas e acompanhado pelo Diácono Permanente Sr. Manuel Vaz.

         Mais uma vez, os fiéis apelam à Santa Casa da Misericórdia, que no dia da procissão das velas coloquem pelo menos uma ou duas colunas de som nas escadinhas de maneira a que os fiéis possam acompanhar o Rev. Cónego na recitação do terço. Isto já se vem verificando há vários anos e nada tem sido feito para resolver a situação.

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           O dia 8 de setembro, Dia da Natividade de Nossa Senhora, feriado Municipal em Mangualde, dia da Senhora do Castelo, mais uma vez uma multidão de fiéis participaram nas cerimónias.

       Pelas 9h45, saiu a procissão da Igreja da Misericórdia, seguindo pelo centro da cidade em direção ao Monte da Senhora do Castelo, com a participação da Banda Filarmónica de Lobelhe do Mato, Fraternidade Nuno Álvares, Estandartes, Irmandades, Representações Oficiais, Irmãos e muito público.

Chegada a Procissão ao cimo do Monte, pelas 11h00, foi celebrada Missa Campal pelo Rev. Cónego Jorge Seixas, Pároco de Mangualde e Vigário Episcopal da Zona da Beira Alta, presidida pelo Rev. Pe. António Cunha, Pe. Nuno Azevedo, Pe. João Leão e Diácono Permanente Sr. Manuel Vaz.

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       A grande multidão com os olhos dirigidos para Nossa Senhora do Castelo ouvia com atenção a homilia proferida pelo Rev. Cónego.

Com a devida vénia publicamos extratos da homilia que causou alguma emoção em alguns fiéis

 “ É com profundo júbilo e gratidão, que celebramos, hoje, a mais amada festa mariana das nossas terras, a de Nossa Senhora do Castelo. Desde alguns séculos, Maria ocupa um lugar de predilecção no coração de todos os que vivem pelas terras de Mangualde. Para a imagem de Nossa Senhora do Castelo, memorial da ternura materna da Virgem, se orienta o nosso olhar nas diversas circunstâncias da vida.

 

Maria acolhe no seu coração materno todos os seus filhos e filhas, que, ao longo dos anos, muito particularmente, no dia da sua festa, acorrem a este santuário, aqui no cimo do monte, para lhe pedir ajuda nas suas dificuldades e aflições. No dia 8 de Setembro, todos os olhares e corações, sem esquecer os dos nossos queridos emigrantes, estão voltados, em especial, para a Senhora do Castelo.

 

A festa de Nossa Senhora do Castelo continua a ser a mais emblemática e de fundamental importância nas terras de Azurara. Ao redor da Mãe se congregam pessoas de todas as terras, que neste dia vêm cumprir as suas promessas e agradecer a Deus as graças recebidas na sua vida pessoal, profissional e familiar, por intercessão de Nossa Senhora.

 A Virgem Maria, a Nossa Senhora do Castelo, pela sua ternura, obediência, contemplação e entrega à missão que lhe foi confiada por Deus, é um modelo eclesial para a evangelização” (Alegria do Evangelho, 288).

No contexto do tempo actual marcado, para muitos, por certas situações de injustiça e de dificuldades económicas, com os seus reflexos negativos no mundo laboral e familiar, pela crise de fé e ausência de valores, como Maria somos convidados a assumir a lógica do dom, da partilha, do amor e do serviço alegre. Como ela corramos a ajudar os outros, sobretudo os que mais precisam, os desanimados, os que não têm esperança e não acreditam em Deus nem na humanidade. Grandes são os desafios e a urgência de soluções! Não entremos na globalização da indiferença, recorda-nos o Papa, que referindo-se ao desemprego dizia aos jovens em recente visita pastoral: “uma geração sem trabalho é uma derrota futura para a humanidade” (5 de Julho de 2014).

 Maria, a jovem dos grandes silêncios, da escuta da Palavra guardada no coração, irrompe num admirável cântico de Louvor a Deus, pelas maravilhas realizadas nela, a favor do seu povo. Com Maria aprendemos a cantar a bondade do Senhor na nossa história e a abrir o coração à plenitude da Vida em Deus. Com Maria cantamos o “Magnificat”, o belo Cântico de Amor e de Louvor, que perpetua as maravilhas de Deus realizadas nos pobres e nos humildes. Maria é, para todos nós, perfeito modelo de fé, obediência e amor, a mais fiel discípula de Cristo. Que possamos, como a Virgem Maria, ser portadores e anunciadores, com o testemunho de vida, do mistério, que é Jesus Cristo, na vida das pessoas, especialmente àqueles que mais sofrem.

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         Irmãs e Irmãos: confiai a Nossa Senhora do Castelo os vossos problemas, dificuldades, sofrimentos, alegrias e esperanças. À semelhança de Isabel, recebei jubilosamente Maria nas vossas casas e nos vossos corações. Deixai-a visitar as vossas famílias, escolas, locais de trabalho, lares e todas as instituições de solidariedade social; deixai-a percorrer convosco as estradas da vida.

 

Senhora do Castelo, a vós dirigimos a nossa prece: vós que viveis na glória da Santíssima Trindade, envolvei e acarinhai as nossas crianças e jovens, as nossas famílias e cada um de nós, na ternura do vosso abraço maternal. Queremos caminhar ao ritmo dos vossos passos, com alegria, entusiasmo e amor, ao encontro de Jesus e dos nossos irmãos e irmãs. Acendei em nós a estrela da Esperança, nas manhãs em que o sol já não brilha, para que a nossa vida se transforme num belo Hino de Fé, Amor e Gratidão.

DSCF8799 800x600 Os cânticos estiveram a cargo do Grupo Clave Jovem da Paróquia de Mangualde.

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          O Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mangualde, Coronel Fernando Manuel Morais d´Almeida, no final da Santa Missa, usou da palavra agradecendo a presença de todos.

         Salientando que, mais uma vez, a Santa Casa da Misericórdia teve a honra de organizar as Festas de Nossa Senhora do Castelo, ao qual se associaram várias Irmandades.

         Agradeceu também à Fraternidade Nuno Álvares, às pessoas que transportaram diversas alfaias religiosas (pendões, lanternas, cruz, à pessoa anónima que decidiu oferecer as flores para o andor de Nossa Senhora e para a Igreja. E a todas as Instituições de Mangualde que de uma ou de outra forma contribuíram sempre para que estas Festas fossem um êxito.

          Referiu: “A Procissão é uma manifestação de fé. E a missão da Misericórdia é de proporcionar aos fiéis que nela participam que decorra com toda a dignidade. Assim, aconteceu ontem à noite, a maior manifestação de fé dos últimos anos onde estiveram presentes perto de 1000 pessoas. Ao terminarmos a missão desta mesa administrativa, ao longo destes 12 anos, tivemos imenso orgulho e prazer em ajudar a participar nesta missão de fé. A procissão tem de ser sempre uma procissão e não um espetáculo, como alguns julgam.”

         Lembrou também o Dr. António Marques Marcelino, que partiu recentemente, que durante estes 12 anos foi membro da Mesa da Santa Casa e muito se empenhou para que estas Festas fossem uma realidade.

            No final o Rev. Cónego Seixas dirigiu palavras de agradecimento a todos. Ao Sr. Provedor por estes anos de trabalho juntos, onde reinou sempre a cordialidade, a delicadeza, a responsabilidade e a união.

          Agradeceu também às autoridades presentes, militares, Irmandades, Banda e a todos aqueles que ajudaram a esta Festa. Salientou que “ saímos daqui sempre encantados, Maria acompanha-nos sempre”.

      Recordou com saudade o Sr. Dr. Marcelino: … “que muito colaborou para a dignidade deste dia. Sentimos a sua falta, o seu lugar está vazio, mas também sentimos que ele está connosco e de que na glória de Deus contempla a Senhora do Castelo por quem tinha muita devoção e muito zelo por este local.

         Lembrou também o Sr. Presidente da Junta de Mangualde, Sr. Bernardino que por motivos de saúde não pode estar presente. Que nossa Senhora lhe continue a dar força para lutar pela vida. Houve um momento de oração por estas 2 intenções.DSCF8835novo 800x600

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DSCF8817 800x600 Seguiu-se a procissão em volta do Santuário, regressando a imagem à Ermida.

                 Terminadas as cerimónias ouviu-se uma descarga de foguetes marcando o dia festivo.

                 Durante todo o dia muitos fiéis ajoelharam-se aos pés de Nossa Senhora.

            A parte da tarde foi dedicada à animação e ao convívio do almoço e merendas por muitos familiares e amigos, como faz parte da tradição.

DSCF8882 800x600 À noite muitos quiseram apreciar o concerto da Orquestra Ligeira do Exército.

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HOMILIA DA FESTA DE NOSSA SENHORA DO CASTELO – 2014

 É com profundo júbilo e gratidão, que celebramos, hoje, a mais amada festa mariana das nossas terras, a de Nossa Senhora do Castelo. Desde alguns séculos, Maria ocupa um lugar de predilecção no coração de todos os que vivem pelas terras de Mangualde. Para a imagem de Nossa Senhora do Castelo, memorial da ternura materna da Virgem, se orienta o nosso olhar nas diversas circunstâncias da vida.

Maria acolhe no seu coração materno todos os seus filhos e filhas, que, ao longo dos anos, muito particularmente, no dia da sua festa, acorrem a este santuário, aqui no cimo do monte, para lhe pedir ajuda nas suas dificuldades e aflições. No dia 8 de Setembro, todos os olhares e corações, sem esquecer os dos nossos queridos emigrantes, estão voltados, em especial, para a Senhora do Castelo.

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HOMILIA DO 23º DOMINGO COMUM (ANO A)

Na actual sociedade, reina o individualismo. Apesar de haver ainda algumas pessoas a fazer voluntariado, outras não querem assumir qualquer compromisso em todas as áreas: na política, nas associações, nas instituições sociais, etc. E isto também acontece dentro da Igreja. Muitos pensam assim: “Basta ir à missa ao domingo! Não me peçam mais nada, não tenho tempo para ser catequista, leitor, cantor, visitador de doentes… já dei muito à Igreja quando era novo!”. Os textos bíblicos deste domingo não aprovam esta maneira de viver. O conceito de pertença a um povo, a uma comunidade, é essencial. A pessoa não é um ser solitário ou reduzido à sua família e aos seus amigos. A pessoa sente necessidade de relação com os outros e não de se isolar. O texto evangélico apresenta-nos dois aspectos importantes para a vida cristã: a comunidade dos irmãos que se reúnem e a presença de Deus na assembleia reunida.

A Igreja não é uma comunidade de “santos” mas de “pecadores”. A clareza das palavras de Jesus expressa que os cristãos não são melhores que os outros. A Igreja é composta por homens e mulheres frágeis, como acontece também nas outras instituições sociais. Jesus não sonha uma Igreja sem problemas nem defeitos. Por isso, é importante escutar as palavras do Mestre para encontrarmos a resposta a todas as dificuldades que irão surgindo no decorrer da vida. Assim, como é importante saber fazer a correcção fraterna entre os irmãos! Sendo bem feita, gerará comunhão. “Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós”. Tem de existir a fraternidade entre os irmãos que se reúnem para celebrar a Eucaristia. Reconhecer a nossa debilidade, não é um sentimento depressivo e angustiante. É a condição necessária para sentirmos o amor de Jesus. Não nos julguemos uns aos outros, mas acolhamo-nos a partir do perdão e da misericórdia divinas.

Jesus ressuscitado torna-se presente na assembleia reunida e convocada em seu nome. Ele está presente nos sacramentos, na Palavra e também na comunidade orante (SC 7). Ao domingo, não nos reunimos somente num contexto moral e social, mas é a fé que nos reúne. É a fé em Jesus Cristo que nos permite acreditar que é possível ultrapassar todos os conflitos e divisões, porque somos “o seu povo, as ovelhas do seu rebanho” (salmo). Quando nos reunimos para rezar em comunidade, e a celebração eucarística é o cume de toda a oração, Deus Pai concede-nos tudo o que lhe pedirmos. Por isso, a oração comunitária é sempre eficaz.

A eficácia da nossa oração em comunidade não depende das nossas capacidades, mas da acção do Espírito Santo na nossa vida. A força da oração não está na súplica a Deus para que atenda às nossas necessidades e às dos outros, mas na comunhão dos corações daqueles que, reunindo-se em seu nome, erguem a sua súplica e louvor a Deus. Assim, a oração é uma reposta de fé a Jesus. E esta força da oração leva-nos a amar. “Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros… A caridade não faz mal ao próximo… A caridade é o pleno cumprimento da lei”, afirma S. Paulo na segunda leitura, na carta aos Romanos.

Mas, por vezes, amar significa corrigir. Se alguém se afastou da relação com Deus e dos mandamentos, é nossa missão ajudar a reorientar a sua vida. Amar é anunciar a Boa Nova, é evangelizar, ou seja, tornar presente neste mundo a Palavra de Deus: “Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte”, diz Deus a Ezequiel na primeira leitura.

A Igreja é missionária. A missão é anunciar o Evangelho. Se calarmos a nossa voz neste mundo, é a voz de Deus que se deixa de ouvir. A nossa missão é propor a fé. Propor! Não impor! A primeira leitura e o evangelho ensinam-nos como fazer: afirmar com convicção o que acreditamos e corrigir com delicadeza. Esta é a nossa missão: anunciar! Não é convencer. A aceitação do que anunciamos surgirá através da coerência da nossa vida com o que pregamos e pela liberdade do outro em querer mudar a vida. Há que respeitar a liberdade do outro para que Deus toque o coração daquele que está errado para voltar ao recto caminho. Só Deus pode fazer isto. Só assim teremos ganho o nosso irmão. Se tal não acontecer, teremos a consciência tranquila de que fizemos o que deveria ter sido feito.

 
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Festas da Cidade e da Senhora do Castelo

7 e 8 setembro - ponto alto as cerimónias religiosas

aguardam-se muitos fiéis

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 Nos dias 7 e 8 de setembro as Festas decorrem no Monte da Senhora do Castelo sendo o ponto alto as cerimónias religiosas, que todos os anos trazem centenas de fiéis aos pés de Nossa Senhora, agradecendo as dádivas que receberam. As gentes do nosso concelho são muito devotas de Nossa Senhora e, durante estes dois dias, a sua presença é bem notória.

Dia 7 - Às 20h30 a Procissão de Velas a partir da Capela de Nossa Senhora da Conceição (fundo das Escadinhas).

 No dia 8, feriado Municipal em Mangualde – Dia da Natividade da Virgem Maria.

09H00/ 11H00 – Confissões no Santuário.

09H45 – Saída da Procissão da Igreja da Misericórdia.

11H00 – Missa Campal.

 
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(HOMILIA DO 22º DOMINGO COMUM ANO A)

O texto evangélico é a continuação da narração do passado domingo. Em Cesareia de Filipe, Pedro confessa que Jesus é o Messias, o Filho de Deus vivo. Jesus disse que ele era feliz, ditoso, por ter recebido esta revelação de Deus. De seguida, dá-lhe a missão de ser a rocha sobra a qual Ele edificará a sua Igreja. A partir deste momento Jesus, depois de os proibir que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias, inicia o seu caminho para Jerusalém com os discípulos. Ali se irá cumprir o anúncio que Jesus lhes fará por três vezes, e que hoje escutam pela primeira vez: que tinha de sofrer muito, “de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Em nome de todos os discípulos, Pedro expressa a incompreensão e a surpresa deste anúncio: “Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há-de acontecer!”. Só depois da ressurreição e do envio do Espírito Santo, os discípulos começarão a compreender tudo o que viveram e ouviram da boca de Jesus. Esta incompreensão dos discípulos orienta o nosso olhar para a angústia que denota a confissão de Jeremias na primeira leitura, quando, como Jesus, tem de dizer ao povo aquilo que lhe desagrada ou que não querem ouvir.

“Jesus começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém…”. Esta frase expressa a mudança que acontecerá nas palavras e na vida de Jesus a partir deste momento. A pergunta que os discípulos escutaram sobre quem é Jesus, poderia ser agora formulada assim: “Como há-de ser o Messias?”. O tema da paixão e da morte começará a ser habitual nas acções e nas palavras de Cristo. Os discípulos, como todos os judeus, esperavam um Messias diferente do que estava a ser anunciado. Por isso, se gera a angústia e a incompreensão: “Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há-de acontecer!”, exclamou Pedro, expressando a perturbação dos outros discípulos.

Compreender as palavras e a pessoa de Jesus só é possível se aceitarmos a sua identidade e tivermos o desejo de O imitar. Não basta somente professar a fé com palavras, como fez Pedro: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. É preciso ir à fonte donde brota a personalidade de Jesus, ou seja, o seu olhar orientado sempre para o Pai. Situa-nos numa lógica totalmente diferente ao raciocínio humano: é a lógica da cruz! “Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me”. Não pode haver amor verdadeiro sem renúncia de si próprio: é a lógica do amor! Por isso, é necessário que nos ponhamos a caminho, seguindo Jesus, e não estando à frente Dele. A expressão de Jesus, “Vai-te daqui”, com a qual repreende Pedro pode traduzir-se assim: “Põe-te atrás de mim”, ou seja, “Segue-me”. Agir de forma diferente é um sério obstáculo para entrar no mistério da vida de Cristo, para o louvar com os lábios e o contemplar no seu santuário, vendo o seu poder e a sua glória (cf. Salmo).

Seguindo Jesus, renunciando a nós próprios e pegando na cruz, seremos transformados “pela renovação espiritual da nossa mente”. Na segunda leitura, S. Paulo diz-nos: “Não vos conformeis com este mundo”. Este mundo e tudo o que é humano terão o seu fim. “Transformai-vos”, olhando as coisas de outra maneira, com o olhar de Deus, para discernir, “segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito”.

Amar é dar-se. Se tal não acontecer, é um amor egoísta e superficial. Será amor? Recordemos como Deus nos ama! Não esqueçamos como devemos seguir Jesus: oferecendo a nossa vida, perdendo-a para a ganhar, renovando-a e transformando-a, segundo a vontade de Deus. Assim, seremos verdadeiros adoradores do Pai, praticando a caridade de Cristo.

 
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