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Notícias da Igreja
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Jornal - Notícias da Igreja

Crianças do 4º ano festejaram

Festa da Palavra

No dia 24 de maio, Domingo de Pentecostes, celebrou-se na paróquia de Mangualde, na Missa das 11h00, a Festa da Palavra.

Nesta Missa estiveram presentes 72 jovens do 4º ano da catequese, que neste dia ocuparam a parte central da Igreja.

O Rev. Cónego Jorge Seixas na homilia, explicou o significado deste dia – Domingo de Pentecostes.

 
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Jornal - Notícias da Igreja

A DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS

100 ANOS DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

EM MANGUALDE

 Na sexta-feira a seguir ao segundo domingo depois do Pentecostes (12 de Junho), a Igreja celebra a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus. Além da celebração litúrgica, muitas outras expressões de piedade têm como objecto o Coração de Cristo. Na verdade, não há dúvida de que a devoção ao Coração do Salvador foi e ainda é uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesial.

Entendida à luz da Escritura divina, a expressão “Coração de Cristo” designa o próprio mistério de Cristo, a totalidade do seu ser, a sua pessoa considerada no seu núcleo mais íntimo e essencial: Filho de Deus, sabedoria incriada; caridade infinita, princípio de salvação e de santificação para a humanidade inteira. O “Coração de Cristo” é Cristo, Verbo incarnado e salvador, intrinsecamente voltado – no Espírito, com infinito amor divino-humano – para o Pai e para os homens seus irmãos.

A devoção ao Coração de Jesus tem um sólido fundamento na Escritura.

Jesus, que é um com o Pai (cf. Jo 10, 30), convida os seus discípulos a viver em comunhão íntima com Ele, a assumir a sua pessoa e a sua palavra como norma de conduta e revela-se a si mesmo como mestre «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). Pode dizer-se, em certo sentido, que a devoção ao Coração de Cristo é a tradução em termos cultuais do olhar que, segundo a palavra profética e evangélica, todas as gerações cristãs dirigirão àquele que foi trespassado (cf. Jo 19, 37; Zc 12, 10), isto é, ao lado de Cristo, aberto pela lança, do qual brotou sangue e água (cf. Jo 19, 34), símbolo do «sacramento admirável de toda a Igreja».

O texto joanino que narra a ostensão das mãos e do lado de Cristo aos discípulos (cf. Jo 20, 20) e o convite que Ele dirigiu a Tomé para que estendesse a sua mão e a metesse no seu lado (cf. Jo 20, 27) também teve uma notável influência na origem e no desenvolvimento da piedade eclesial ao Sagrado Coração.

Estes textos e outros que apresentam Cristo como Cordeiro pascal, vitorioso, embora imolado (cf. Ap 5, 6), foram objecto de meditação assídua por parte dos Santos Padres que revelaram as suas riquezas doutrinais e por vezes convidaram os fiéis a penetrar no mistério de Cristo pela porta aberta no seu lado. Assim, Santo Agostinho: «A entrada é acessível: Cristo é a porta. Abriu-se também para ti, quando o seu lado foi aberto pela lança. Lembra-te do que saiu de lá; por isso, escolhe por onde possas entrar. Do lado do Senhor que pendia e morria na cruz saiu sangue e água, quando foi aberto com a lança. Na água está a tua purificação, no sangue, a tua redenção».

Na época moderna, num tempo em que o jansenismo proclamava os rigores da justiça divina, a devoção ao Coração de Jesus constituiu um antídoto eficaz para suscitar nos fiéis o amor ao Senhor e a confiança na sua misericórdia infinita, da qual o Coração é penhor e símbolo.

As formas de devoção ao Coração do Salvador são muito numerosas; algumas foram explicitamente aprovadas e frequentemente recomendadas pela Sé Apostólica. Entre elas recordem-se: – a consagração pessoal que, segundo Pio XI, «é, sem dúvida a principal»;

– a consagração da família, mediante a qual o núcleo familiar, já participante pelo sacramento do matrimónio do mistério de unidade e de amor entre Cristo e a Igreja, é dedicado ao Senhor, para que Ele reine no coração de cada um dos seus membros;

– a Ladainha do Sagrado Coração de Jesus, aprovada em 1891 para toda a Igreja, de conteúdo marcadamente bíblico e enriquecida com indulgências;

– o acto de reparação, fórmula de oração com que os fiéis, recordando-se da infinita bondade de Cristo, pretendem implorar misericórdia e reparar as ofensas dirigidas de muitos modos ao seu Coração dulcíssimo;

– a prática das nove primeiras sextas-feiras do mês, que tem origem na “grande promessa” feita por Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque. Numa época em que a comunhão sacramental era muito rara entre os fiéis, a prática das nove primeiras sextas-feiras do mês contribuiu significativamente para restabelecer a frequência na receção dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. No nosso tempo, a devoção das primeiras sextas-feiras do mês, se for praticada de modo pastoralmente correto, pode ainda trazer indubitáveis frutos espirituais. É necessário, todavia, que os fiéis sejam convenientemente instruídos, por um lado, sobre o fato de que não se deve pôr nessa prática uma confiança assente na vã credulidade (porque, desta maneira e em ordem à salvação, anular-se-iam as exigências inultrapassáveis da fé operante e do compromisso de viver uma vida conforme o Evangelho); e, por outro, sobre o valor absolutamente predominante do domingo, a “festa primordial” que deve caraterizar-se pela participação plena dos fiéis na celebração eucarística.

A devoção ao Sagrado Coração requer uma atitude de fundo feita de conversão e reparação, de amor e gratidão, de empenhamento apostólico e de consagração a Cristo e à sua obra salvífica.

 
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Jornal - Notícias da Igreja

A “PAIXÃO” DAS CRIANÇAS

Nas catequeses sobre a família, hoje refletimos sobre as crianças, que são o fruto mais bonito da bênção que o Criador concedeu ao homem e à mulher. Já pudemos falar sobre o grande dom que são as crianças, e hoje infelizmente devemos falar sobre as «histórias de paixão» que muitas delas vivem.

Desde o início, numerosas crianças são rejeitadas, abandonadas e subtraídas à sua infância e ao seu futuro. Alguns ousam dizer, como que para se justificar, que foi um erro tê-las feito vir ao mundo. Isto é vergonhoso! Por favor, não descarreguemos as nossas culpas sobre as crianças! Elas nunca são «um erro». A sua fome não é um erro, como não o é a sua pobreza, a sua fragilidade, o seu abandono — muitas crianças abandonadas pelas ruas; e não o é nem sequer a sua ignorância, ou a sua incapacidade — numerosas crianças que não sabem o que é uma escola. Eventualmente, estes são motivos para as amar mais, com maior generosidade. Que fazemos das solenes declarações dos direitos do homem e dos direitos da criança, se depois punimos as crianças pelos erros dos adultos?

Quantos têm a tarefa de governar e educar, mas diria todos nós adultos, somos responsáveis pelas crianças e por fazer cada qual o que pode para mudar esta situação. Refiro-me à «paixão» das crianças. Cada criança marginalizada, abandonada, que vive pelas ruas a pedir esmola com todos os tipos de expedientes, sem ir à escola, sem cuidados médicos, é um clamor que sobe até Deus e acusa o sistema que nós, adultos, construímos. E infelizmente estas crianças são presas dos criminosos, que as exploram para tráficos ou comércios indignos, ou que as treinam para a guerra e a violência. Mas também nos países chamados ricos muitas crianças vivem dramas que as marcam de maneira pesada, por causa da crise da família, dos vazios educativos e de condições de vida por vezes desumanas. Contudo, são infâncias violadas no corpo e na alma. Mas nenhuma destas crianças é esquecida pelo Pai que está nos céus! Nenhuma das suas lágrimas deve ser perdida! Como não se pode extraviar a nossa responsabilidade, a responsabilidade social das pessoas, de cada um de nós e dos países.

Certa vez, Jesus repreendeu os seus discípulos porque afastavam as crianças que os pais lhe traziam para ser abençoadas. A narração evangélica é comovedora: «Foram-lhe, então, apresentadas algumas criancinhas para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas. Os discípulos, porém, afastavam-nas. Disse-lhes então Jesus: “Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhe assemelham!”. E, depois de lhes impor as mãos, continuou pelo seu caminho» (Mt 19, 13-15). Como são bonitas esta confiança dos pais e a resposta de Jesus! Como gostaria que esta página se tornasse a história normal de todas as crianças! É verdade que, graças a Deus, as crianças com graves dificuldades têm muitas vezes pais extraordinários, prontos a qualquer sacrifício e generosidade! Mas estes pais não deveriam ser abandonados a si mesmos! Deveríamos acompanhá-los nas suas canseiras, mas também oferecer-lhes momentos de alegria compartilhada e de júbilo descontraído, para que não se ocupem unicamente da rotina terapêutica.

Contudo, quando se trata de crianças não se deveriam ouvir aquelas fórmulas oficiais de defesa legal, como por exemplo: «Em última análise, não somos uma entidade de beneficência»; ou então: «Na vida particular, cada um é livre de fazer o que quiser»; ou ainda: «Lamentamos, mas nada podemos fazer». Estas palavras não são úteis, quando se trata de crianças.

Muitas vezes recaem sobre as crianças os efeitos de vidas desgastadas por um trabalho precário e mal pago, por horários insustentáveis, por transportes ineficazes... Mas as crianças pagam também o preço de uniões imaturas e de separações irresponsáveis: elas são as primeiras vítimas; padecem os resultados da cultura dos direitos subjectivos exasperados e depois tornam-se os seus filhos mais precoces. Absorvem frequentemente violências que não são capazes de «liquidar» e, aos olhos dos adultos, são obrigados a habituar-se à degradação.

Inclusive nesta nossa época, como no passado, a Igreja põe a sua maternidade ao serviço das crianças e das suas famílias. Aos pais e aos filhos deste nosso mundo leva a bênção de Deus, a ternura materna, a reprovação firme e a condenação decidida. Não se brinca com as crianças!

Pensai no que seria uma sociedade que decidisse, de uma vez para sempre, estabelecer este princípio. É verdade que não somos perfeitos, e que cometemos muitos erros. Mas quando se trata de crianças que vêm ao mundo, nenhum sacrifício dos adultos será julgado demasiado oneroso ou grande, contanto que se evite que uma criança chegue a pensar que é um erro, que não vale nada e que está abandonada às feridas da vida e à prepotência dos homens». Como seria bonita uma sociedade assim! Digo que a tal sociedade muitos dos seus inúmeros erros seriam perdoados. Verdadeiramente muitos!

O Senhor julga a nossa vida, ouvindo aquilo que lhe dizem os anjos das crianças, anjos que «contemplam sem cessar a face do Pai que está nos céus» (cf. Mt 18, 10). Perguntemo-nos sempre: que dirão de nós a Deus, estes anjos das crianças?

Papa Francisco

 
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Jornal - Notícias da Igreja

Quaresma em família…

1. Também a Quaresma, como tempo de avaliação e de reforma, de iluminação e renovação (re-criação) deve atingir a família cristã. Não apenas os indivíduos e as comunidades, paróquias e diocese. Se a família permanece imóvel e enquistada, que se pode esperar do resto?! A primeira Igreja foi, é e permanece a família.

 

2. Importa, por isso, possibilitar e inserir, de forma adequada, a oração, a catequese e a celebração cristã do domingo que têm lugar no âmbito da comunidade paroquial, na família para que se torne o que é, Igreja doméstica. Na realidade, se assim não for, quanto se fizer, ao nível das nossas paróquias, aparecerá como pontual e desconexo, meramente repetitivo e inoperante, tanto para jovens e adultos e, dificilmente, marcará ou animará o ritmo da vida quotidiana, deixará de ter impacto, na transformação da Igreja e da sociedade. Assim, a família deve tornar-se o espaço da preparação da liturgia da comunidade e o eco da vida espiritual da Igreja.

 

3. É certo que, hoje, se vive num tempo muito rico, do ponto de vista de propostas culturais. Os programas da Igreja já não são únicos. Isso requer que saibamos conviver e concorrer, descontraída e responsavelmente. A Quaresma é a preparação para a Páscoa. É sempre. Mas os modos não têm que ser repetitivos. Essa é questão pastoral. Temos os conteúdos, o que já não é pouco. As formas não são despiciendas. A nossa aposta perde-se, frequentemente, pela informalidade (apresentam-se informes). O apelo é a criatividade inesgotável. Neste sentido, importa ultrapassar âmbitos, para que Cristo possa chegar onde quer estar presente. Esta atitude aplica-se também família e poderá ter eco na Igreja. Certa concentração paroquial, como efeito ou causa de dispersão familiar, precisa de ser atendida, avaliada e corrigida.

 

4. A liturgia apresenta-nos a Quaresma como um caminho com Cristo e para Cristo. Neste caminhar vão todos, os pais e filhos, adultos e jovens, velhos e crianças, Papa, bispos, padres, catequistas, etc... Por isso, no início da Quaresma invocamos aqueles que trilharam este caminho, o do Evangelho, e já chegaram à meta, a Virgem Maria e os Santos, e nos alentam e estimulam a segui-lo, neste tempo e lugar. Quem são, como viveram, o que fizeram esses paladinos do Evangelho? Os nomes dados aos elementos da família poderiam dar pistas de pesquisa e relançar a Quaresma como a “viagem da vocação celeste”, como lhe chamava o historiador cristão do séc.III/IV, Eusébio de Cesareia.

 

5. Para a Quaresma, a Igreja tem um programa próprio e original: “a oração, o jejum e a esmola”. Com frequência, encaramo-lo como um conjunto de acções ou de obras que importa fazer e desfazemo-nos nelas, sem descortinar a perspectiva ou o horizonte. Bem diferentemente, se interpenetram e incluem: o jejum não faz sentido sem oração e esmola; e a oração é o escolher a melhor parte que nos permite avaliar mais justamente os bens materiais e o serviço fraterno; e a esmola transforma-se em partilha de bens que são dons e torna-se em imitação da generosidade divina. Então, a Quaresma é a realidade sempre nova e actual que forma o homem novo, no modelo de Cristo que, ocultando a sua condição divina se abaixou até nós, tornando-se servo e humilhando-se, por nós, até à morte de cruz. Eis a novidade que se exercita na Quaresma quer em família, que em cada comunidade paroquial.

 

6. Em cada casa poder-se-ia assinalar a Quaresma com algum símbolo que, numa dependência comum lembrasse a todos o caminho para a Páscoa. Uma cruz especialmente entronizada, com uma luz; ou, então, a Bíblia ou os Evangelhos… Este seria um lugar muito especial de reunião familiar para a oração.

 

7. Mas há outras iniciativas que poderão ser propostas pelos pais ou pelos filhos: oração antes e depois das refeições; o terço em família (ou só um mistério do terço, para os mais pequenos); a via-sacra (ou apenas uma estação cada dia); o exame de consciência em comum, preparando o sacramento da penitência, na Quaresma, já que o verdadeiro jejum será sempre o abandono do pecado; alguma privação familiar comunitária cuja poupança reverta para alguma obra boa (social, cultural ou espiritual), sobretudo visitando e socorrendo os vizinhos necessitados.

 

8. A Páscoa é a grande festa dos cristãos. A Quaresma encaminha-se para ela. Preparemo-nos convenientemente. Na Quaresma, o nosso olhar dirige-se para a Páscoa, anual e eterna.

 
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Jornal - Notícias da Igreja

Palavra de Deus e Homilias

O que entendemos quando dizemos ‘Palavra de Deus’ e as homilias?

 

O Cardeal D. Odilo Scherer coloca esta questão: “Que entendemos quando dizemos “Palavra de Deus”? E responde: “A Igreja afirma com firme fé que Deus se manifestou aos homens, de muitos modos, ao longo da história, e não ficou fechado no seu divino silêncio nem isolado no céu, mas entrou em diálogo com a humanidade”. Salienta que o homem “é capaz de perceber e acolher esta manifestação de Deus, que se comunica com ele”. Deus falou aos homens, “de maneira muito clara, através de Jesus Cristo, seu Filho, enviado a este mundo para nos salvar”. Sublinha: “São João, no início do seu Evangelho, diz que a Palavra eterna de Deus se fez carne e habitou no meio de nós. Para nós, portanto, a Palavra de Deus, por excelência, é o próprio Jesus Cristo. E os Evangelhos são o centro da Bíblia”. Acrescenta que a Palavra de Deus “tem a autoridade de Deus, por isso, dizemos que ela é inspirada pelo Espírito Santo e nos comunica aquilo que é importante para a nossa salvação (...) De facto, a Palavra da salvação não é palavra morta ou artigo de museu, mas continua viva na comunidade de fé, a Igreja de Cristo”. D. Odilo deseja “que o inestimável tesouro da Palavra de Deus presente na Sagrada Escritura e na Tradição viva da Igreja continue a ser comunicado à humanidade”. E cita S. Jerónimo que afirmava que desconhecer a Sagrada Escritura é desconhecer Cristo.

Em relação às homilias, o teólogo Salvatore Vitiello, professor de Teologia Sacramental no Instituto Superior de Ciências Religiosas de Turim, afirma: “As homilias devem falar da vida, e não do que o sacerdote (bispo, presbítero, diácono) pensa, porque os fiéis têm direito, participando da Santa Missa, a escutar o que a Igreja ensina, não o que ele pensa ou acha que seja certo num momento determinado. As opiniões pessoais não devem nunca ser objecto de pregação pública, porque assim se faria uma instrumentalização da homilia”. Sem generalizar, afirma que as homilias são “pobres”. E sublinha: “Na homilia, que não por acaso está reservada aos ministros sagrados e não pode ser pronunciada por fiéis leigos, exercita-se, de modo particular, o que a Igreja chama de “munus docendi”, o dever de ensinar. Ensinar o quê? A resposta à pergunta é muito simples: nada que não seja a pura doutrina da Igreja. O ponto talvez mais delicado seja “como” pregar e ensinar”.

Um sacerdote já muito velhinho, pouco antes de morrer, recomendava: “Na homilia é preciso ter em conta duas coisas. A primeira: ‘O que é que o Senhor quer que eu diga’. A segunda: ‘o que é que os fiéis esperam que eu lhes diga em nome do Senhor’”.

 

 
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