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HOMILIA DO 6º DOMINGO DA PÁSCOA (ANO A)

Os textos da liturgia deste domingo fazem-nos sentir que estamos muito perto da solenidade da Ascensão (“Daqui a pouco o mundo já não Me verá”), e do Pentecostes (“Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor…o Espírito da verdade”). Estamos a viver o tempo pascal que culminará com a memória da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, através de um vento forte, de línguas de fogo e da compreensão de todas as línguas.

Na primeira leitura, quando o livro dos Atos dos Apóstolos nos fala da Samaria, vem logo à nossa memória a recordação do encontro de Jesus com a samaritana, onde causa admiração um judeu (Jesus) falar com uma mulher samaritana. O texto do evangelho faz questão de dizer que os judeus não se dão com os samaritanos. No evangelho de S. Lucas encontramos a belíssima parábola do bom samaritano, onde Jesus coloca um samaritano como exemplo da autêntica compaixão. Hoje, a primeira leitura narra-nos como o Evangelho se espalha também em terra samaritana. Pedro e João, com a imposição das mãos, concedem o Espírito Santo aos seus habitantes. É o mesmo Espírito Santo que recebemos no batismo e na confirmação. É o mesmo Espírito Santo que em cada ano recebem, sobretudo no Tempo Pascal, tantos adolescentes e adultos.

Para amar Jesus, como nos diz o texto do evangelho deste domingo, supõe guardar os mandamentos (que sempre nos dizem para amar a Deus e aos outros) e receber o Espírito da verdade que “conheceis, porque habita convosco e está em vós”. Mas, o que é o Espírito da verdade? Recordemos o evangelho do domingo passado, quando Jesus, respondendo a Filipe, diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Jesus é o caminho que conduz para a verdade do Pai. O Espírito da verdade é o Espírito do Pai, o Espírito da vida, o Espírito do amor que vive tão perto de nós e está em nós.

Este Espírito de amor é aquele que confirma que também o Pai nos ama e Jesus também nos ama. E cheios deste amor estaremos dispostos, como nos diz S. Pedro na segunda leitura, “a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da nossa esperança”. É um desafio para os cristãos de hoje: encontrar as palavras compreensíveis e certas e os gestos claros que deem razão da nossa esperança. Temos diante de nós muito trabalho a fazer, porque tanto a linguagem bíblica como a linguagem litúrgica, muitas vezes, são incompreensíveis para a maior parte das pessoas das nossas aldeia e cidades e das nossas comunidades.

Na Eucaristia, depois da consagração, somos convidados a proclamar o mistério da fé: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição”, ou seja, proclamamos a nossa fé em Cristo ressuscitado. Manifestemos, hoje e sempre, a alegria da nossa fé neste Cristo vivo e presente no meio de nós.